31 Os judeus, pois, para que no sábado não ficassem os corpos na cruz, visto como era a preparação (pois era grande o dia de sábado), rogaram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas, e fossem tirados. 32 Foram, pois, os soldados, e, na verdade, quebraram as pernas ao primeiro, e ao outro que como ele fora crucificado; 33 Mas, vindo a Jesus, e vendo-o já morto, não lhe quebraram as pernas.
Convido-lhe a refletir sobre as circunstâncias que envolvem nossa vida e o preço que pagamos por nossas atitudes erradas. Muita gente afirma que pelo fato de Cristo ter levado sobre si nossas dores, nós adquirimos autoridade para rejeitar os sofrimentos porque eles não têm mais poder sobre o cristão. Entretanto, apesar de saber que em muitas situações, o Senhor, por sua misericórdia, nos livra de situações difíceis, devemos saber também que Ele nunca disse que seríamos totalmente ilesos disso. Afinal, “no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo. Eu venci o mundo.” (
João 16:33). Foi isso o que Ele nos deixou. E ainda, em Sua Palavra, encontramos: “Porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará.” (
Gálatas 6:7). Disso aprendemos que tanto podemos viver situações difíceis que não provocamos, mas que por um propósito sublime ocorre para aperfeiçoamento dos santos, ou então, podemos colher uma semente de pecado que nós mesmos havíamos semeado. O ladrão perdoado estava no segundo exemplo. Ele não foi tirado da cruz por ter aceitado a Jesus. Teve que pagar até o fim de sua vida pelo crime que cometeu. Da mesma forma, talvez o Senhor não tenha tirado alguma cruz de você e diante disso, será importante tomar duas atitudes: a primeira, não deixar de reconhecer a soberania de Deus sobre a sua vida e a segunda, aceitar o que o Senhor quer fazer em sua vida através dela. E todas as vezes que você, pela fraqueza humana, se sentir desanimado, lembre-se do ladrão perdoado que após o sofrimento desta vida recebeu a promessa “Estarás comigo no paraíso!”