1 SENHOR, tu tens sido o nosso refúgio, de geração em geração.
2 Antes que os montes nascessem, ou que tu formasses a terra e o mundo, mesmo de eternidade a eternidade, tu és Deus.
3 Tu reduzes o homem à destruição; e dizes: Tornai-vos, filhos dos homens.
4 Porque mil anos são aos teus olhos como o dia de ontem que passou, e como a vigília da noite.
5 Tu os levas como uma corrente de água; são como um sono; de manhã são como a erva que cresce.
6 De madrugada floresce e cresce; à tarde corta-se e seca.
7 Pois somos consumidos pela tua ira, e pelo teu furor somos angustiados.
8 Diante de ti puseste as nossas iniqüidades, os nossos pecados ocultos, à luz do teu rosto.
9 Pois todos os nossos dias vão passando na tua indignação; passamos os nossos anos como um conto que se conta.
10 Os dias da nossa vida chegam a setenta anos, e se alguns, pela sua robustez, chegam a oitenta anos, o orgulho deles é canseira e enfado, pois cedo se corta e vamos voando.
11 Quem conhece o poder da tua ira? Segundo és tremendo, assim é o teu furor.
12 Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios.
É fácil contarmos nossos dias. Temos séculos de 100
anos, anos de 52 semanas, semanas de 7 dias, dias de 24
horas, horas de 60 minutos e minutos de 60 segundos. Dispomos
de calendários e relógios que nos ajudam a mensurar
o tempo. Mas e quanto ao tempo “de eternidade a eternidade”
(v. 2)? Podemos chegar perto de entender a existência
eterna de nosso Deus? Ele é o Deus que criou não somente
nosso mundo, mas também o próprio tempo. Não há princípio
nem fi m para o nosso Deus.