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Primeira Igreja Batista do Sétimo Dia de Joinville

Esdras: Um sacerdote para o povo

Entendendo e Vivendo

Que extraordinário seria ter comunhão com o Senhor como um só e pedir perdão por um povo inteiro! Ainda mais extraordinário é que Deus ouviria tal oração e a responderia.

Um Extraordinário Homem de Deus

Esdras descendia da linhagem de Arão, o sumo sacerdote. Ele era um homem respeitado e educado que sentiu-se levado a estudar a Lei de Deus, a praticá-la e ensiná-la. Como adicional, o rei da Babilônia, Artaxerxes, confiava nele e o valorizava. O livro de Esdras começa quando Deus está restabelecendo e reconstruindo a nação de Israel. Primordial neste esforço era a reconstrução do templo. Em Esdras 7 e 8, o rei confi ara a Esdras o retorno à sua terra natal com outros israelitas importantes. O rei mostrou um coração aberto e os habilitou a retornarem para Jerusalém com presentes, animais para sacrifício e uma oportunidade de verem como os israelitas e seu país eram afortunados. Esdras chegou, estabeleceu suas credenciais com o povo e partiu para a realização de suas tarefas. Na superfície, o país florescia. Pareceria para o observador que muitas bênçãos e boas obras tinham sido feitas. Mas na realidade havia grande corrupção e abusos massivos das leis de Deus.

Quebrando as Leis de Deus

Os israelitas desafi aram uma das leis divinas: manterem- se separados daqueles que tinham derrotado. A assimilação das diversidades culturais e religiosas daquele povo derrotado era uma grande tentação. Havia grandes consequências por diluir e dissipar a cultura hebraica e o Senhor tinha sido muito específi co quanto a tal pecado. Levítico 19.19 diz: “Não permitirás que os teus animais se ajuntem com os de espécie diversa; no teu campo, não semearás semente de duas espécies.” Em Deuteronômio 23.3 é dito: “Nenhum amonita ou moabita entrará na assembléia do Senhor; nem ainda a sua décima geração entrará na assembléia do Senhor, eternamente.” Na verdade, Deus tinha comandos claros para seu povo concernentes a seus inimigos: “Antes, como te ordenou o Senhor, teu Deus, destruí-las-ás totalmente: os heteus, os amorreus, os cananeus, os ferezeus, os heveus e os jebuseus” (Deuteronômio 20.17). Em um simples preto no branco, Deus proibiu seu povo de fazer exatamente o que haviam estado fazendo. Ao casarem-se com estrangeiros, criaram diversidade religiosa dentro de Israel. A intenção de Deus era proteger seu povo e mantê-los separados dos males do mundo. Suas leis foram escritas para seu povo. Casar com sociedades pecadoras enfraqueceu a nação de Israel. Como poderia o Messias nascer da linhagem de Davi se os israelitas diluíssem essa linhagem com casamentos pagãos?

O lamento de Esdras

Esdras havia vivido na Babilônia, mas sentiu uma profunda responsabilidade pessoal por uma identifi cação com o povo em sua desobediência a Deus e isso atingiu as profundezas de seu coração. A Bíblia diz que ele se humilhou, rasgou suas vestes e arrancou o cabelo da barba e da cabeça. O povo judeu rasga sua roupa como parte do luto pela morte de uma pessoa amada. É uma expressão exterior do coração partido interiormente. Também simboliza a perda da vestimenta externa, o corpo humano, mas a sobrevivência da alma. Ele arrancou sua barba, que é ainda um símbolo no oriente de grande respeito e orgulho. Ele causou a si mesmo grande dor física. Então ele se sentou “atônito” (Esdras 9.3). Esdras não criticou o povo com raiva; ele aguardou. Talvez estivesse em choque, ou talvez estivesse esperando por Deus.

Uma Oração Extraordinária

Quando Esdras começou a orar estava anoitecendo. Ele prostrou-se e orou: “Meu Deus! Estou confuso e envergonhado para levantar a ti a face, meu Deus, porque as nossas iniqüidades se multiplicaram sobre a nossa cabeça e a nossa culpa cresceu até aos céus” (Esdras 9.6).

Ele usou as palavras nossas iniquidades e nossa culpa. Ele identifi cou-se com o pecado e os pecadores. Ele confessou a Deus as iniquidades de muitas gerações. Reconheceu as punições e ligou seus pecados do passado aos pecados do presente. E ainda reconheceu a graça que tinha sido mostrada por Deus a eles. Deus conhecia as iniquidades deles e os trouxe de volta do exílio e lhes deu “estabilidade no seu santo lugar; para nos alumiar os olhos, ó Deus nosso, e para nos dar um pouco de vida na nossa servidão” (Esdras 9.8). Que presente maior podia ter sido dado aos israelitas que liberdade em sua própria terra e o lugar santo para adorarem seu Deus? A despeito de seu pecado contínuo, Deus lhes puniu muito menos do que mereciam. Ele foi misericordioso e sua graça foi sufi ciente. E preservou remanescente, um povo para levar adiante. Esdras orou com muita gratidão a Deus. Orou com arrependimento, com confi ssão e com a promessa de que o povo de Deus o adoraria e o respeitaria em todos os caminhos de sua vida.

O Desejo de Deus por Nós

O pecado está em toda a parte. Ele é glorifi cado em nossa sociedade moderna. Cinema e televisão, internet, publicações e instituições sociais, todos têm o pecado na mais alta estima. É tão difícil se afastar do pecado hoje como era nos dias de Esdras. Então como crentes, somos convocados a colocarmos nossa vida longe do mal e do pecado deste mundo e abraçar a bondade e a graça do amor de Deus. Reconhecer que a iniquidade nos escraviza, como fez Esdras, é um passo importante para a mudança.

Ler a oração de Esdras pode ser uma experiência libertadora. Suas palavras falam ao nosso coração, não apenas sobre obediência, mas sobre a graça especial que podemos receber de Deus. A despeito de nossos pecados, ele continua a nos abençoar. Ele quer que coloquemos nosso foco nele, que o coloquemos em primeiro lugar em nossa vida e guardemos sua Palavra.

Manter-se afastado do jugo desigual no casamento é uma parte importante de afastar-se do pecado? Deus ainda quer que casemos apenas dentro de nosso próprio sistema de valores, nosso próprio sistema de crença? Que espécies de batalhas vêm à tona quando casamos com um não-crente? As escolhas que fazemos em relação ao casamento infl uenciam nossa vida futura? É essencial que busquemos o plano de Deus para nossa vida e que nos concentremos em sua fi delidade e sua presença nas escolhas que fazemos. Não é o sufi ciente apenas reconhecer o pecado depois que já aconteceu. Deus deseja que nós, como cristãos, sejamos tão importantes como foi com os israelitas séculos atrás. Somos os descendentes de Abraão, e seremos tantos quanto as estrelas nos céus. Somos compelidos a seguirmos seu propósito para nós, obedecermos suas leis e o adorarmos e respeitarmos sempre.