19 E este é o testemunho de João, quando os judeus mandaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para que lhe perguntassem: Quem és tu?
20 E confessou, e não negou; confessou: Eu não sou o Cristo.
21 E perguntaram-lhe: Então quê? És tu Elias? E disse: Não sou. És tu profeta? E respondeu: Não.
22 Disseram-lhe pois: Quem és? para que demos resposta àqueles que nos enviaram; que dizes de ti mesmo?
23 Disse: Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor, como disse o profeta Isaías.
24 E os que tinham sido enviados eram dos fariseus.
25 E perguntaram-lhe, e disseram-lhe: Por que batizas, pois, se tu não és o Cristo, nem Elias, nem o profeta?
26 João respondeu-lhes, dizendo: Eu batizo com água; mas no meio de vós está um a quem vós não conheceis.
27 Este é aquele que vem após mim, que é antes de mim, do qual eu não sou digno de desatar a correia da alparca.
João era um personagem intrigante. Ele, obviamente, não se vestia para impressionar; seu cabelo não era bem cortado por um cabeleireiro renomado; e ele nunca posaria para a capa da Revista americana Time como “O Homem do Ano”. Ainda assim, aqui está ele, batizando uma multidão de pessoas que caminharam aproximadamente 32 quilômetros apenas para ouvir a sua mensagem. Eles talvez tivessem vindo por que ele era uma espécie de curiosidade, mas eles foram batizados, pois ouviram e acreditaram no que este homem selvagem tinha para dizer. O exterior revolto de João não era de forma nenhuma indicador do tesouro residente em sua alma. Deus vê o coração, não o estilo de vestir.